Paulo Brustolin

Mestre em Administração & Estratégia Empresarial

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Verticalização da Saúde Suplementar tem grande importância na gestão dos custos

admin - 14/01/2019

Tendência consolidada na saúde privada, a verticalização do atendimento, ou seja, quando as empresas do setor passam a oferecer todos, ou quase todos os serviços de sua cadeia, pode ser a solução para a gestão dos custos. A afirmação é feita pelo executivo Paulo Brustolin, com larga experiência em administração da Saúde Suplementar e que inclusive esteve à frente de um dos mais bem sucedidos processos de verticalização realizados no país. Para que isso dê certo, ressalva ele, é preciso apenas que haja uma atenção especial na eficiência do gerenciamento dos processos.

A verticalização, explica Paulo Brustolin, se dá quando um plano de saúde, por exemplo, passa a oferecer em rede própria atendimento hospitalar, exames laboratoriais e outros serviços. “O modelo da verticalização permite haver um controle muito maior e mais eficiente nos custos dos serviços ofertados, o que pode assegurar a longevidade de qualquer plano que faça isso de forma bem eficiente”. Conforme Paulo Brustolin, a literatura atual possui diversas obras que tratam do tema e o principal fator que motiva a integração é justamente o estabelecimento de controles para gerenciar os custos da produção.

Executivo de uma cooperativa de trabalho médico entre os anos de 2004 e 2014, Paulo Brustolin foi um dos responsáveis por uma importante guinada, a verticalização dos serviços de saúde. O primeiro passo, lembrou o especialista, foi a criação de um plano de saúde especial, verticalizado, para atender a demanda gerada por consumidores das classes C e D, o que ocorreu em 2008. “No ano seguinte, os cooperados aprovaram a implantação de um Pronto-Atendimento, o que ocorreu efetivamente em 2012, com toda a infraestrutura, instalações e atendimento de alto nível”.

Além de possibilitar o controle dos custos operacionais, a verticalização tem um importante significado, a blindagem da cooperativa diante de eventuais concorrentes externos. “Este é um mercado muito sensível ao preço, então com um controle mais rigoroso nos custos, o que é possível com a verticalização, foi possível impedir, na época, a entrada de players externos, fazendo com que a cooperativa ampliasse sua participação no mercado”.

No entanto, o executivo alerta para riscos implícitos ao processo de verticalização que, se não forem avaliados e minimizados, podem impedir o sucesso da empreitada. “Em primeiro lugar é preciso que haja uma gestão dos processos, para que o atendimento ao cliente seja verdadeiramente bom. A verticalização não pode ser usada para compensar uma eventual posição competitiva precária. Se os cuidados forem observados, há grandes exemplos de sucesso no processo de verticalização”, finalizou Paulo Brustolin.

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