Paulo Brustolin

Mestre em Administração & Estratégia Empresarial

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RH precisa ser tratado como prioritário e estratégico, afirma especialista

admin - 10/04/2019

Qualquer companhia que pretende se destacar em relação a seus concorrentes precisa ter um setor de Recursos Humanos intimamente atrelado à sua direção. A avaliação foi feita pelo executivo Paulo Brustolin, com larga experiência em gestão. Para ele, este tipo de atitude está diretamente relacionada com a retenção de talentos e, de quebra, com melhores resultados operacionais.

Brustolin destaca que a distância entre o RH e o centro de decisões de uma empresa, acaba por prejudicar o trabalho de atração e retenção de bons profissionais. “Sem um RH estratégico, afinado com o negócio da empresa, é muito complicado ter um bom capital humano. Infelizmente, muitos gestores não enxergam a importância disto”.

Enquanto nos Estados Unidos, três em cada quatro empresas afirmam que o capital humano é mais difícil de obter do que o capital financeiro, o percentual de companhias brasileiras que pensam desta forma chega a 35%. “Parte deste resultado está relacionado, possivelmente, com o fato de que há um problema sério em nosso país de obtenção de crédito, mas sem bons profissionais ter dinheiro não basta”, ressalta Paulo Brustolin.

E o direcionamento dos esforços para o capital financeiro, pontua o executivo, faz com que caiba apenas ao departamento de Recursos Humanos aspectos operacionais e urgentes. “O setor que deveria desenvolver o capital humano, trazer pessoas capazes de inovar, de fazer com que o negócio prospere, acaba por estar longe das questões estratégicas”.

Parte desta dificuldade das grandes empresas entenderem o RH como um setor estratégico passa também, segundo Brustolin, pela própria trajetória corporativa dos executivos que em sua grande maioria, não passaram pelo setor. “Não há uma identidade de quem comanda o negócio com a área de recrutamento, seleção e treinamento. E isso tem reflexo na forma como o setor é entendido”.

Bons profissionais, salienta o executivo, não estão em busca apenas de um bom ambiente ou de benefícios, porque isso eles encontram aonde quiserem. “O que eu vejo quando me deparo com um destes talentos é que ele quer se sentir importante, quer ser parte do negócio, quer ajudar na inovação e, sem dúvida, quer ser reconhecido por isso”.

No período em que ocupou o cargo de diretor executivo de uma cooperativa de trabalho médico em Mato Grosso, Paulo Brustolin conseguiu transformar a empresa em uma das 150 melhores para se trabalhar em todo o país, de acordo com a Revista Exame, uma das mais conceituadas do Brasil.

Este reconhecimento foi concedido nos anos de 2007, 2008, 2009, 2011, 2012 e 2014. “Estes prêmios todos foram concedidos após a realização de pesquisas com os próprios colaboradores, que encontraram na cooperativa correspondência às suas expectativas no mercado de trabalho”.

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