Paulo Brustolin

Mestre em Administração & Estratégia Empresarial

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Segmentar público garante longevidade às empresas

admin - 24/04/2019

Em um mundo cada vez mais competitivo e com novas soluções para cada setor é fundamental que as empresas conheçam a fundo e segmentem seus clientes, como uma forma de serem mais assertivos nas suas campanhas e garantirem a fidelização. Para o Mestre em Administração e Estratégia Empresarial, Paulo Brustolin, tratar da mesma forma todos os clientes é um dos caminhos mais rápidos para perdê-los.

Paulo Brustolin explica que embora adquiram produtos e serviços de uma mesma empresa, as pessoas são movidas a isso reagindo a estímulos diferentes. “Podemos usar como exemplo uma montadora de veículos. Há clientes que adquirem carros compactos, há clientes que compram sedans, outros preferem SUVs. São todos carros de uma mesma marca, mas que atendem a públicos que podem ser diferenciados por uma série de fatores”.

Os principais, elenca Paulo Brustolin, são demografia, relacionadas a idade, sexo, classe social, escolaridade; geografia, que trata exatamente da cidade onde os clientes vivem; e psicografia, que aborda questões como estilo de vida, modo de fazer compras, personalidade, entre outros aspectos. “Se analisarmos os consumidores de uma determinada marca, veremos que não há um perfil único de consumidor, embora possa haver, sob algum aspecto, alguma maioria”.

Para conseguir segmentar seus clientes, Paulo Brustolin aponta para a necessidade de pesquisas de mercados, que incluam os três aspectos detalhados por ele, como forma de se chegar ao principal: como as pessoas se relacionam com a marca e o que as move para consumir os produtos ou serviços comercializados. “Uma das coisas que poderá ser vista é que um mesmo serviço ou produto pode ser atraente para públicos diferentes, mas com um mesmo objetivo”.

Todo este trabalho, salienta o especialista, ajuda no desenvolvimento de campanhas, ações e produtos alinhados com os desejos, anseios e interesses de cada grupo de consumidores. “Voltando ao mercado automotivo, a propaganda de um sedan não pode ter a mesma pegada das ações feitas em torno de um carro mais compacto, porque estamos tratando de produtos voltados a mercados completamente diferentes”.

Se a segmentação não for observada, alerta Paulo Brustolin, há o grande risco de se realizar uma campanha única, que vai atender aos desejos de uma parte do público, mas abrirá uma brecha para que outros grupos de consumidores não enxerguem na marca algo capaz de responder suas demandas. “Segmentar os clientes visa manter justamente uma comunicação assertiva com cada grupo e até mesmo pode balizar a criação de outros produtos de acordo com as necessidades de cada um”.

O resultado final, pontua o especialista, será o de evitar gastos desnecessários e obter resultados mais concretos para as campanhas realizadas. “A marca conseguirá falar a língua certa com cada um dos seus clientes e estreitar ainda mais o relacionamento com a razão dela existir, que é justamente o seu público”, finaliza Paulo Brustolin.

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