Paulo Brustolin

Mestre em Administração & Estratégia Empresarial

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Mudanças profissionais e pessoais só ocorrem fora da zona de conforto

admin - 03/05/2019

Não é pequeno o número de pessoas que almeja uma mudança em sua carreira, sua vida profissional. Deste grande contingente de trabalhadores, no entanto, a maior parte deixa de considerar um importante aspecto de qualquer modificação, o de que não é possível fazer esta mudança quando se permanece na chamada zona de conforto, como é conhecido o conjunto de ações e pensamento que não causa nenhuma ansiedade, medo ou risco.

Para o especialista em gestão de pessoas, Paulo Brustolin, a ausência de ameaças condiciona nossas mentes a permanecerem “onde estão”. “Então, quando se está na zona de conforto, ou seja, em um lugar considerado amigável pela nossa mente, todo e qualquer impulso no sentido de seguir adiante será descartado pelo cérebro, uma vez que, para ele, isso representa uma situação pior do que a atual. É algo instintivo”, destaca.

Ele explica que este instinto está atrelado ao início da humanidade, quando os dois únicos pensamentos do homo sapiens eram o de não ser caçado e providenciar a refeição do dia. “Não havia nenhuma outra obrigação além destas. Quando ele conseguia se manter seguro e tinha alimento suficiente, imediatamente entrava nesta zona de conforto”, pontua Paulo Brustolin.

Embora seja algo instintivo, Paulo Brustolin elenca uma série de atitudes que podem ajudar as pessoas a deixarem a zona de conforto e implementar em suas vidas as mudanças almejadas. “A primeira coisa a se adotar é o que chamamos de resiliência, a capacidade de não desistir na primeira dificuldade, muitas vezes imposta pelo nosso próprio cérebro, como um truque para impedir a saída da zona de conforto. Não foque no resultado final, foque no dia a dia. Um passo de cada vez”.

O segundo passo a ser seguido é o de procurar aprender a trabalhar com aquilo que incomoda. “Não precisa ser nada grandioso, nada extraordinário. Tocar um novo instrumento, por exemplo, porque isso pode te ajudar a mostrar o quão capaz você é de conseguir mudar. Sem pressa, sem cobrar um resultado imediato, fazendo no seu tempo, esta é uma dica muito boa”, salienta Paulo Brustolin.

Outra medida a ser adotada passa justamente por não se preocupar com uma eventual demora na chegada do resultado final. “Toda caminhada começa com o primeiro passo, seguido pelo segundo e logo após o terceiro. Se a gente olha apenas para a chegada há duas coisas que nos acometem. A primeira é o pensamento de desistir, porque se imagina que o longo caminho a ser trilhado pode ser impossível. A segunda é que você vai perder todos os ensinamentos que este caminho vai te trazer. São eles que legitimam sua mudança”, finaliza Paulo Brustolin.

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